{"id":9894,"date":"2017-07-05T20:22:52","date_gmt":"2017-07-05T20:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/saletto.com.br\/edu\/?p=9894"},"modified":"2020-09-15T12:35:17","modified_gmt":"2020-09-15T15:35:17","slug":"o-que-fazer-com-um-diploma-de-engenharia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saletto.com.br\/edu\/o-que-fazer-com-um-diploma-de-engenharia-no-brasil\/","title":{"rendered":"O que fazer com um diploma de engenharia no Brasil?"},"content":{"rendered":"<div class=\"featured-image\">\n<p class=\"caption\">No ano de 2010, se formavam cerca de 40 mil\u00a0engenheiros por ano no Brasil, atuando em diversos campos como Computa\u00e7\u00e3o, El\u00e9trica, Mec\u00e2nica, Eletr\u00f4nica, Aeron\u00e1utica, Naval e\u00a0Civil\u00a0\u2013 para citar algumas das mais de 30\u00a0engenharias\u00a0dispon\u00edveis no pa\u00eds. De acordo com a Fapesp\u00a0(Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo) no ano de 2015, este n\u00famero j\u00e1 tinha crescido para mais de 80 mil.<\/p>\n<\/div>\n<p>Embora pare\u00e7a uma grande quantidade de formandos por ano, o Conselho Nacional de Engenharia e Agronomia (Confea) aponta que outras na\u00e7\u00f5es t\u00eam uma quantidade bem maior desses profissionais que s\u00e3o essenciais para o desenvolvimento nacional: \u00cdndia e China formam, respectivamente, 220 mil e 650 mil novos engenheiros por ano.<\/p>\n<p>Mesmo em tempos menos promissores, quando h\u00e1 empresas encerrando milhares de vagas e gigantes nacionais sob investiga\u00e7\u00e3o, ainda existem muitas possibilidades para os engenheiros qualificados no mercado.<\/p>\n<p>Isso acontece porque um engenheiro \u00e9 treinado para entender e solucionar problemas, e sua capacidade de racioc\u00ednio l\u00f3gico e anal\u00edtico \u00e9 muito bem vinda tanto no mercado financeiro quanto num hangar de avi\u00f5es, numa ONG, em uma startup, na gest\u00e3o p\u00fablica ou em uma consultoria estrat\u00e9gica, por exemplo.<\/p>\n<p>\u201cA Engenharia \u00e9 basicamente a arte de engenhar, ou seja, pensar e desenvolver solu\u00e7\u00f5es baseadas em conhecimentos pr\u00e9-existentes ou no desenvolvimento de nova tecnologias\u201d, diz Carlos Marmorato, professor e coordenador associado da gradua\u00e7\u00e3o da Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das melhores do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cO curso de engenharia oferece ao aluno um conhecimento amplo em diversas \u00e1reas. Evidentemente, o profissional acaba se especializado, mas todo conte\u00fado adquirido propicia ao engenheiro uma vis\u00e3o mais abrangente e importante no exerc\u00edcio profissional.\u201d<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3>Carreira em engenharia: destaque para os bons profissionais<\/h3>\n<p>Esse n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, o \u00fanico fator em jogo para quem se forma agora: o salto brasileiro no n\u00famero de formandos n\u00e3o se reflete necessariamente na qualidade dos profissionais que chegam ao mercado.<\/p>\n<p>O\u00a0setor privado, respons\u00e1vel por ampliar em quase 600% a quantidade de formandos em Engenharia entre 2000 e 2015, acabou inundando o mercado com novos profissionais \u2013 mas nem todos s\u00e3o cursos bem qualificados pelo Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os diversos rankings de melhores universidades de Engenharia do pa\u00eds costumam ser dominados pelas universidades p\u00fablicas (federais e estaduais), com exce\u00e7\u00f5es de\u00a0institui\u00e7\u00f5es particulares como PUC, FEI, Unisinos, Mackenzie e Mau\u00e1.<\/p>\n<p>Num cen\u00e1rio como o atual, destaca-se com facilidade o jovem que estiver bem preparado. Para Marmorato, o engenheiro mais valioso \u00e9 aquele que det\u00e9m o conhecimento e \u201czela pelo bom exerc\u00edcio profissional, com \u00e9tica e profissionalismo\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, o ideal \u00e9 que o profissional busque ampliar seus conhecimentos sempre que poss\u00edvel, investindo em estudos e especializa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o\u00a0<strong>em alta no mercado<\/strong>, como\u00a0an\u00e1lise de dados\u00a0e desenvolvimento de neg\u00f3cios, para conquistar empresas cada vez mais exigentes.<span class=\"wsl-preview-container wsl-inline-container wsl-concussion-target wsl-concussion-pending\" data-wsl-kind=\"sponsored\" data-wsl-format=\"2\">\u00a0<\/span><\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3>\u00c0 espera de um novo boom<\/h3>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2010, muito se falava sobre um poss\u00edvel \u201capag\u00e3o de engenheiros\u201d no Brasil, que apresentava ent\u00e3o fortes \u00edndices de crescimento e investia pesado em obras de infraestrutura, preparando-se para sediar uma s\u00e9rie de eventos e aquecendo a economia. O medo era de que faltassem engenheiros.<\/p>\n<p>Com a recess\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es como a Lava Jato, que paralisaram projetos e atingiram construtoras e fontes de financiamento, o quadro mudou de figura.<\/p>\n<p>N\u00e3o deixam de ser dois lados da mesma moeda \u2013 a demanda impulsionada pelo setor p\u00fablico \u2013, e o cen\u00e1rio tende a se tornar menos sombrio conforme o pa\u00eds se recupera.<\/p>\n<p>Marmorato explica o porqu\u00ea: h\u00e1 uma depend\u00eancia de investimentos p\u00fablicos para que grandes obras aconte\u00e7am aqui, o que acaba causando ansiedade entre alunos de Engenharia que se formam em tempos de crise. Mas o aumento da demanda \u00e9 quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n<p>Ao comparar o Brasil de hoje com aquele de seu tempo de estudante, nos anos 1990, ele v\u00ea os mesmos gargalos de infraestrutura em \u00e1reas como saneamento, transporte e habita\u00e7\u00e3o, entre outras, onde h\u00e1 muito trabalho ainda por fazer e que eventualmente ter\u00e1 que ser feito \u2013 especialmente por engenheiros.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um segmento que pode ter ciclos que demandam mais ou menos profissionais\u201d, diz o professor. \u201cA quest\u00e3o do mercado de trabalho depende mesmo da \u00e9poca na qual o aluno vai se inserir no mercado.\u201d<\/p>\n<p>Segundo especialistas, h\u00e1 hoje setores em alta que merecem aten\u00e7\u00e3o de engenheiros, como energia, telecomunica\u00e7\u00e3o e tecnologia, que investem constantemente em solu\u00e7\u00f5es inovadoras e na cria\u00e7\u00e3o de processos mais eficazes \u2013 perfeito para profissionais curiosos e capazes de se adaptar.<\/p>\n<p>Com crise ou sem crise, uma coisa \u00e9 certa: um bom engenheiro, que se esfor\u00e7a constantemente para aprender mais e melhor, sempre encontra espa\u00e7o no mercado.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>http:\/\/exame.abril.com.br\/carreira\/o-que-fazer-com-um-diploma-de-engenharia-no-brasil\/<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2010, se formavam cerca de 40 mil\u00a0engenheiros por ano no Brasil, atuando em diversos campos como Computa\u00e7\u00e3o, El\u00e9trica, Mec\u00e2nica, Eletr\u00f4nica, Aeron\u00e1utica, Naval e\u00a0Civil\u00a0\u2013 para citar algumas das mais de 30\u00a0engenharias\u00a0dispon\u00edveis no pa\u00eds. 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