{"id":10149,"date":"2017-12-06T20:09:19","date_gmt":"2017-12-06T20:09:19","guid":{"rendered":"https:\/\/saletto.com.br\/edu\/?p=10149"},"modified":"2020-09-10T12:23:13","modified_gmt":"2020-09-10T15:23:13","slug":"os-frutos-do-ensino-distancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saletto.com.br\/edu\/os-frutos-do-ensino-distancia\/","title":{"rendered":"Frutos do EAD &#8211; Como o EAD revolucionou a educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Em uma entrevista publicada pela Revista \u00c9POCA foram entrevistados v\u00e1rios estudantes que relataram como o ensino de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia revolucionou a educa\u00e7\u00e3o e contribuiu para\u00a0que eles pudessem conseguir mais oportunidades em suas carreiras e at\u00e9 mesmo na vida pessoal.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/DPwULa3jUJCKY6YvKmpmHWTk1bA=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/11\/09\/rinaldo-luiz-9_dj.png\" alt=\"Rinaldo Cuco,60 anos faz Licenciatura em Geografia (Foto: Anna carolina Negri\/\u00c9POCA)\" width=\"203\" height=\"156\" \/><strong>RINALDO CUCO,\u00a060 anos<\/strong><\/p>\n<p>Faz licenciatura em geografia<\/p>\n<p>Formado em estudos sociais em 1981, aproveitou o curso \u00e0 dist\u00e2ncia da Universidade Cruzeiro do Sul, em S\u00e3o Paulo, para se aperfei\u00e7oar na doc\u00eancia em hor\u00e1rios alternativos (Foto: Anna Carolina Negri\/\u00c9POCA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todos os dias, o paulistano Rinaldo Luiz Cuco levanta-se antes de o sol nascer e passa de tr\u00eas a quatro horas em frente ao computador estudando: assiste a videoaulas, atualiza a leitura e participa de chats e f\u00f3runs on-line. Por volta de 8 horas, sai de casa para trabalhar e \u00e0s 12 horas retorna para o almo\u00e7o. Ap\u00f3s a refei\u00e7\u00e3o, sai para a segunda jornada de trabalho numa escola estadual de S\u00e3o Paulo, onde leciona hist\u00f3ria e geografia aos alunos do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino m\u00e9dio. \u201cO tempo \u00e9 escasso e a rotina cansativa, mas vale a pena\u201d, conta o professor, que no primeiro semestre de 2018 concluir\u00e1 a licenciatura em geografia num curso \u00e0 dist\u00e2ncia. Cuco formou-se em estudos sociais em 1981 e, perto dos 60 anos, numa fase da vida em que as obriga\u00e7\u00f5es familiares aliviaram, decidiu retomar os estudos a fim de se aperfei\u00e7oar no of\u00edcio que considera sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o: ser professor. \u201cO tempo passa, e a gente acaba ficando para tr\u00e1s. Voltei a estudar para atualizar o conte\u00fado de geografia.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A rotina do curso intensifica o envolvimento mesmo que as pessoas n\u00e3o convivam no dia a dia&#8221; &#8211;<em>\u00a0<strong>IVETE PALANGE, CONSELHEIRA DA ABED<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>Cuco faz parte de um grupo que n\u00e3o para de crescer no Brasil: os estudantes que optam por fazer cursos \u00e0 dist\u00e2ncia, seja em n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o ou de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, seja em cursos livres. Segundo o Censo da Educa\u00e7\u00e3o Superior de 2016 do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), o n\u00famero de matr\u00edculas em cursos de gradua\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia aproxima-se de 1,5 milh\u00e3o, o que corresponde a 18,6% dos 8,04 milh\u00f5es de universit\u00e1rios no pa\u00eds. Somam-se a esse contingente cerca de 2,9 milh\u00f5es de alunos dos cursos livres corporativos e n\u00e3o corporativos, conforme contabilizou o censo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (Abed). Uma d\u00e9cada atr\u00e1s, a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia (EAD) respondia por 4,2% dos graduandos brasileiros e os cursos presenciais concentravam 95,8% das matr\u00edculas. Apenas em um ano, de 2015 para 2016, a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia assistiu ao aumento de 7,2% das matr\u00edculas, ao passo que a educa\u00e7\u00e3o presencial teve queda de 1,2%. O MEC projeta que em cinco anos a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia dever\u00e1 responder por metade das matr\u00edculas na educa\u00e7\u00e3o superior brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"aep-placement-br_globo_epoca_in-line_native\" class=\"aep-ads aep-design-59d69a9e7783c3000460d033.tpl aep-inline\">\n<div id=\"epoca-native\">\n<div class=\"adm-header\">\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\">\n<blockquote>\n<div class=\"frase\">&#8220;Os cursos atendem quem quer um diploma, quem quer se aperfei\u00e7oar ou tem motiva\u00e7\u00f5es pessoais para estudar&#8221; &#8211;<strong><em> BETINA VON STAA,\u00a0COORDENADORA T\u00c9CNICA DO CENSO DA ABED<\/em><\/strong><\/div>\n<div class=\"frase\"><\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p>O avan\u00e7o do ensino \u00e0 dist\u00e2ncia come\u00e7ou para atender as salas de aula do ensino b\u00e1sico. \u201cNo Brasil, houve fomento \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia a partir de 2004 porque havia a necessidade de qualificar os professores. Muitos n\u00e3o tinham a forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior exigida pela lei e era preciso aumentar a quantidade de docentes com licenciatura\u201d, diz William Klein, CEO da Hoper Educacional. Passada pouco mais de uma d\u00e9cada, as pessoas come\u00e7aram, de um lado, a enxergar a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia como uma alternativa para se formar, se especializar ou mesmo satisfazer uma necessidade de aprender algo importante para a vida. \u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia est\u00e1 atendendo pessoas que buscam todo tipo de objetivo: quem quer um diploma, quem quer se aperfei\u00e7oar profissionalmente e quem tem motiva\u00e7\u00f5es pessoais para estudar\u201d, analisa Betina von Staa, consultora em inova\u00e7\u00e3o educacional e coordenadora t\u00e9cnica do censo da Abed.<\/p>\n<p>Junto com a demanda, a oferta cresce. Segundo o censo da Abed, o n\u00famero de novas institui\u00e7\u00f5es que oferecem EAD aumentou em 22%, ao passo que a quantidade de estabelecimentos que oferecem educa\u00e7\u00e3o em geral aumentou 4%. O neg\u00f3cio est\u00e1 concentrado nas m\u00e3os de grandes grupos privados, com capacidade de investimento para implantar os polos e investir em tecnologia, materiais e conte\u00fados did\u00e1ticos. O setor privado corresponde a 68% das institui\u00e7\u00f5es que atuam no segmento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\">&#8220;Hoje, a educa\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e0 dist\u00e2ncia \u00e9 natural, sobretudo para os mais jovens&#8221; &#8211;\u00a0<em><strong>JO\u00c3O VIANNEY,\u00a0CONSULTOR DA HOPER EDUCACIONAL<\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\"><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Outros fatores ajudam a compreender a explos\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia no Brasil: da diversidade da oferta, passando pela mensalidade que \u201ccabe no bolso\u201d, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do preconceito quanto \u00e0 qualidade dos cursos. Ao contr\u00e1rio do que muitos acreditam, a legisla\u00e7\u00e3o estabelece que os diplomas de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia possuem o mesmo valor dos diplomas dos cursos presenciais. Em 2007, \u00fanica vez em que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) divulgou uma an\u00e1lise do desempenho dos dois grupos no Enade, os alunos \u00e0 dist\u00e2ncia se sa\u00edram melhor em sete das 13 \u00e1reas comparadas. \u201cVinte anos atr\u00e1s, a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia era uma inova\u00e7\u00e3o. Hoje, a EAD \u00e9 natural, sobretudo para os mais jovens\u201d, afirma Jo\u00e3o Vianney, consultor da Abed e da Hoper Educacional. Al\u00e9m disso, a tecnologia permite levar a educa\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o. \u201cNo interior e em regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia, muitas vezes a \u00fanica alternativa para quem quer estudar \u00e9 o ensino \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, afirma Betina.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Andr\u00e9a de Almeida,36 anos cursando pedagogia (Foto: Rog\u00e9rio Cassimiro\/\u00c9POCA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/1UqdGxWo5Zfdi5y4UAb5c_p9hIk=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/11\/09\/ed_mg_5197_dj.png\" alt=\"Andr\u00e9a de Almeida,36 anos cursando pedagogia (Foto: Rog\u00e9rio Cassimiro\/\u00c9POCA)\" width=\"247\" height=\"190\" \/><label class=\"foto-legenda\"><strong>ANDR\u00c9A DE ALMEIDA, 36 anos<\/strong><\/label><\/p>\n<p>Cursando pedagogia<\/p>\n<p>Casada e m\u00e3e de dois filhos, morando na zona rural de Mogi das Cruzes, S\u00e3o Paulo, ela est\u00e1 estudando para educa\u00e7\u00e3o ambiental. Abandonou a primeira forma\u00e7\u00e3o, de an\u00e1lise radiol\u00f3gica, para trabalhar numa reserva florestal (Foto: Rog\u00e9rio Cassimiro\/\u00c9POCA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Foi a solu\u00e7\u00e3o para Andr\u00e9a Aparecida de Almeida. Ela mora em Taia\u00e7upeba, distrito na zona rural de Mogi das Cruzes, S\u00e3o Paulo, e cursa o 1\u00ba semestre de pedagogia \u00e0 dist\u00e2ncia na Universidade do Norte do Paran\u00e1 (Unopar). Casada e m\u00e3e de dois filhos, Andr\u00e9a trabalha como monitora numa reserva florestal da Suzano Papel e Celulose. Ela passa o dia percorrendo trilhas no meio da Mata Atl\u00e2ntica com os visitantes, ensinando os moradores da cidade a se entender com a floresta, longe do sinal do celular. \u201cMinha rotina exige muito deslocamento. Dependendo da \u00e9poca do ano e da demanda de visita\u00e7\u00e3o, passo o dia no parque atendendo estudantes e professores\u201d, diz. Sua forma\u00e7\u00e3o original, mais de dez anos atr\u00e1s, foi em radiologia. Mas no contato com a reserva decidiu virar educadora ambiental. \u201cComo o curso \u00e9 \u00e0 dist\u00e2ncia, consigo estudar dentro de casa, nos hor\u00e1rios poss\u00edveis\u201d, explica. \u201cPensei em fazer biologia, mas escolhi pedagogia porque sentia necessidade de aprofundar o meu lado educadora\u201d,\u00a0 diz Andr\u00e9a.\u00a0 \u201cQuero trabalhar com educa\u00e7\u00e3o e com crian\u00e7as de uma maneira aberta, sem os limites de uma sala de aula.\u201d<\/p>\n<p>Um curso \u00e0 dist\u00e2ncia tamb\u00e9m ajudou Let\u00edcia Monte Faustino, de Campinas (no interior de S\u00e3o Paulo), a reposicionar sua carreira. Aos 26 anos, ela est\u00e1 cursando o 3\u00ba semestre de an\u00e1lise de sistemas \u00e0 dist\u00e2ncia na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul). O curso \u00e9 sua segunda gradua\u00e7\u00e3o. Em 2014, ela se formou em engenharia de materiais na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (Ufscar). Mas teve dificuldade para entrar no mercado de trabalho. \u201cO tempo foi passando e eu fiquei numa situa\u00e7\u00e3o delicada, pois n\u00e3o era mais uma rec\u00e9m-formada nem tinha experi\u00eancia profissional\u201d, conta Let\u00edcia. Ent\u00e3o, voltou a estudar. \u201cQueria ingressar numa \u00e1rea com o mercado de trabalho mais aquecido e que tivesse a ver comigo\u201d, aprofunda Let\u00edcia, que diz gostar de tecnologia. Ela afirma que a comodidade foi fundamental para poder estudar.\u00a0 \u201cQuando comecei o curso, ainda estava procurando emprego em engenharia, ent\u00e3o n\u00e3o queria ter todo o dia tomado com aulas e estudo.\u201d Com a guinada profissional, Let\u00edcia agora faz est\u00e1gio no Instituto de Pesquisa da Samsung, em Campinas, onde trabalha com o desenvolvimento de games.<\/p>\n<p>A flexibilidade da tecnologia e das metodologias dos cursos \u00e0 dist\u00e2ncia n\u00e3o significa, necessariamente, uma rotina de estudos leve. Pelo contr\u00e1rio. O sucesso do aluno depende essencialmente de organiza\u00e7\u00e3o e disciplina. Por isso, a motiva\u00e7\u00e3o interna para se aperfei\u00e7oar \u00e9 fundamental, analisa Ivete Palange, conselheira da Abed. Para evitar a falta de est\u00edmulo e a sensa\u00e7\u00e3o de isolamento, em decorr\u00eancia da aus\u00eancia de contato f\u00edsico com os colegas de turma, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 criar uma rotina de estudos, com dias, hor\u00e1rios e tempo de dedica\u00e7\u00e3o definidos. E segui-la rigorosamente. \u201cA rotina evita o abandono do curso\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Juan Severo,36 anos graduado em administra\u00e7\u00e3o (Foto: Andr\u00e9 Feltes\/\u00c9POCA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/w-tTHVEINQ9lr_nqRIHncfqeyb0=\/560x350\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/11\/09\/juan-0045_dj.png\" alt=\"Juan Severo,36 anos graduado em administra\u00e7\u00e3o (Foto: Andr\u00e9 Feltes\/\u00c9POCA)\" width=\"299\" height=\"187\" \/><label class=\"foto-legenda\"><strong>JUAN SEVERO, 36 anos<\/strong><\/label><\/p>\n<p>Graduado em administra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Ele fez a gradua\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia pela Escola de Administra\u00e7\u00e3o da UFRGS. Conseguiu conciliar com o trabalho e conquistou uma promo\u00e7\u00e3o para a \u00e1rea administrativa do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Foto: Andr\u00e9 Feltes\/\u00c9POCA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>O curso \u00e0 dist\u00e2ncia abriu as portas para a ascens\u00e3o profissional do administrador Juan Pablo Diehl Severo, de Porto Alegre. Ele come\u00e7ou a estudar assim em 2006, quando ingressou na gradua\u00e7\u00e3o em administra\u00e7\u00e3o na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), num projeto pioneiro da Escola de Administra\u00e7\u00e3o da UFRGS e do Banco do Brasil voltado para funcion\u00e1rios, mas aberto a qualquer pessoa em busca de forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. Durante quatro anos, Juan Severo, funcion\u00e1rio do Banco do Estado do Rio Grande do Sul,\u00a0 sustentou uma rotina di\u00e1ria de aulas e estudo, complementada por provas presenciais a cada quinzena. \u201cFoi uma experi\u00eancia importante e diferente. Apesar da flexibilidade, o curso era muito estruturado, com tutores e professores bem preparados\u201d, lembra. Pouco depois de se graduar, em 2010, Severo participou de um processo seletivo do banco e foi transferido do atendimento em ag\u00eancia para a \u00e1rea administrativa, conforme almejava. Depois da gradua\u00e7\u00e3o, ele iniciou uma especializa\u00e7\u00e3o em marketing, que abandonou, porque avaliou que o material did\u00e1tico era de m\u00e1 qualidade. \u201cTodo o conte\u00fado era oferecido em CDs e o suporte ao aluno era prec\u00e1rio\u201d, lembra. Em 2015, iniciou e concluiu uma especializa\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o de pessoas. Atualmente, faz dois cursos de franc\u00eas on-line, pois planeja viajar para a Fran\u00e7a com a esposa em 2019.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560 on\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Daniela Stump,34 anos estudando a ci\u00eancia da felicidade (Foto: Lufe Gomes\/\u00c9POCA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/CXXtDDdatkajPf5nA8tlg89Gkkw=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/11\/09\/2017-11-06---daniela-stump---revista-epoca-9_dj.png\" alt=\"Daniela Stump,34 anos estudando a ci\u00eancia da felicidade (Foto: Lufe Gomes\/\u00c9POCA)\" width=\"203\" height=\"156\" \/><label class=\"foto-legenda\"><strong>DANIELA STUMP, 34 anos<\/strong><\/label><\/p>\n<p>Estudando a ci\u00eancia da felicidade<\/p>\n<p>A advogada, s\u00f3cia de um grande escrit\u00f3rio em S\u00e3o Paulo, resolveu estudar a ci\u00eancia da felicidade num curso da Universidade Berkeley para seu crescimento pessoal (Foto: Lufe Gomes\/\u00c9POCA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Essa flexibilidade do curso \u00e0 dist\u00e2ncia tamb\u00e9m pode ser \u00fatil para o desenvolvimento pessoal, independentemente de alguma aplica\u00e7\u00e3o imediata na carreira. Foi o que descobriu a advogada Daniela Stump. Mestre em Direito Ambiental pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e s\u00f3cia da Machado Meyer Advogados em S\u00e3o Paulo, Daniela est\u00e1 fazendo um curso livre de oito semanas ofertado pela Universidade Berkeley, nos Estados Unidos, chamado \u201cA ci\u00eancia da felicidade\u201d na plataforma edX, que re\u00fane algumas das mais renomadas institui\u00e7\u00f5es americanas. \u201cTroquei o Netflix pela edX\u201d, brinca Daniela, entusiasmada com o curso. \u201cSempre fiz cursos presenciais, n\u00e3o tinha ideia de como \u00e9 estudar \u00e0 dist\u00e2ncia. \u00c9 muito estimulante! D\u00e1 vontade de sentar-se ao computador para assistir a videoaulas e participar dos chats, mesmo que seja entre as 22 horas e a meia-noite, quando os filhos est\u00e3o na cama e depois de um dia de trabalho\u201d, conta, ao descrever sua rotina. \u201cEstou aprendendo muito sobre mim mesma e sobre as pessoas de maneira geral.\u201d Daniela diz que gra\u00e7as ao curso est\u00e1 compreendendo a origem de seu interesse por temas como diversidade e inclus\u00e3o. Hoje ela atua num projeto voltado para ampliar a participa\u00e7\u00e3o de minorias no escrit\u00f3rio. \u201cJ\u00e1 existem estudos de neuroci\u00eancia e psicologia que mostram que a felicidade est\u00e1 ligada a quanto nos dedicamos aos outros. Isso me fez entender por que gosto tanto do projeto.\u201d<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as recentes na legisla\u00e7\u00e3o sobre educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia prometem romper as fronteiras que ainda restam. O novo marco legal acaba com exig\u00eancias do MEC para o credenciamento de institui\u00e7\u00f5es e abertura de cursos. Isso favorece a entrada de institui\u00e7\u00f5es de pequeno e m\u00e9dio porte num mercado hoje dominado por grandes grupos educacionais. At\u00e9 ent\u00e3o, era preciso esperar at\u00e9 dois ou tr\u00eas anos para ter um pedido limitado de abertura de polos com a tramita\u00e7\u00e3o conclu\u00edda pelo MEC. Agora, a institui\u00e7\u00e3o pode abrir certo n\u00famero de polos todo ano. A diversidade de op\u00e7\u00f5es deve se multiplicar. Voltar a estudar\u00a0ficar\u00e1 cada vez mais irresist\u00edvel.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><strong>Fonte:<\/strong><\/div>\n<ul>\n<li class=\"foto componente_materia midia-largura-560\">http:\/\/epoca.globo.com\/educacao\/noticia\/2017\/11\/os-frutos-do-ensino-distancia.html<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"adm-logo\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma entrevista publicada pela Revista \u00c9POCA foram entrevistados v\u00e1rios estudantes que relataram como o ensino de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia revolucionou a educa\u00e7\u00e3o e contribuiu para\u00a0que eles pudessem conseguir mais oportunidades em suas carreiras e at\u00e9 mesmo na vida pessoal. 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